Zas en toda la boca! (Nuestra alternativa al actual periódico deportivo machista)

 Los días 25 de cada mes, en Juana Doña salimos a las calles de Arganzuela para realizar una acción feminista.

En esta ocasión, febrero, mes del amor por mandato de los grandes almacenes, hemos querido hacer algo diferente: editar un número especial sobre Mujer, Deporte y Barrio.

Zas pretende ser una patada en la boca a la prensa deportiva machista y sesgada, mediante actualidad, crítica, opinión y humor, dirigida a denunciar el tratamiento del deporte en los medios: desde Marca, As, Sport a la Sexta Deportes o Carrusel Deportivo, todos ellos trasladan una visión del deporte centrada en el fútbol negocio exclusivamente masculino y marcada por el calendario de los intereses de grandes patrocinadores.

Mientras, se da la espalda a las mujeres deportistas, a otras disciplinas, al deporte alternativo y sobre todo al deporte real, el que practicamos por ocio, afición u oficio en nuestros barrios, pueblos y ciudades, nuestras canchas, nuestras amigas, y del que poco o nada se sabe.

A continuación os dejamos unas miniaturas para que veáis la apariencia pero si pinchais en el siguiente link encontraréis la versión digital y descargable en pdf (solo tienes que dar a “Share”y “Download”).

Zas en toda la boca! (ejemplar digital y descargable)

► ¿Qué te vas a encontrar en Zas?

Noticias, actualidad y opinión: en Zas no tendremos pelos en la lengua para señalar micro -¡y macro!- machismos existentes en el deporte, y para ello, vamos a poner sobre el terreno unos cuantos ejemplos para ejemplificar como, desde el lenguaje hasta los actos más normalizados, sirven para legitimar esa estructura patriarcal del deporte.

Agenda y Cultura: unas cuantas ideas de pelis, documentales, y espacios donde acudir a disfrutar del deporte sin sexismo, sin racismo y en buen ambiente…

Stop Feminicidio: Una sección específica para denunciar como la violencia patriarcal ha buscado en el deporte complicidad y silencio… pero estamos aquí para demostrar que el deporte es empoderamiento femenino, y que las chicas subimos al ring para plantarle cara.

Entrevistas Arganzuela: ¿Cómo viven las mujeres deportistas de Arganzuela? Desde una campeona olímpica con raíces en el barrio a un equipo de voleyball mítico en el distrito, conoceremos como vivir el deporte local y disfrutarlo en clave global.

Cambio de roles: ¿te imaginas los anuncios de cualquier periódico deportivo en clave femenina? ¿y si la última página del AS no tuviera una mujer desnuda como reclamo? ¿y si para hablarte de un jugador, hubiera que saber con quién está casado?

Desde Juana Doña AGZ os agradecemos a todas las participantes en este número, productoras, creadoras, deportistas, aficionadas, vecinas y compañeras que nos habéis ayudado.

Esperamos que este Zas sea el primero de muchas otras iniciativas deportivas, de cultura y de opinión que nazcan en AGZ.

Fuente: Juana Doña AGZ

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Lugar de mulher é na Copa – Por: @impedimento #Opinión

El lugar de la mujer en la Copa, algo que pocos se preguntan pero que a través de los medios es tan mostrado. Les compartimos esta columna escrita por los compañeros de Impedimento, un espacio para el fútbol y la cultura suramericana:

Houve um tempo em que mulheres não entravam em estádios de futebol. Não sem serem chamadas de vagabunda, vadia, puta. Veio o tempo, então, em que mulheres podiam entrar no estádio, desde que, na ausência de burcas no vestuário do Ocidente, com calças jeans e camisetas largas. Um tantinho de pele à mostra, um vestígio qualquer de seios e pronto: vagabunda, vadia, puta.

Dizem os otimistas que isso não mais acontece. Ou que acontece pouco. Mas quem precisa mesmo de um estádio gritando “vadia” ou “vai esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque” para nos lembrar de nosso lugar no futebol? Bastam-nos as manchetes.
Às vésperas da Copa do Mundo, excitado pela aproximação do maior evento futebolístico do planeta, o jornalismo esportivo nacional parece escancarar as comportas e dá vazão a rios de chorume machista.

Não é fácil navegar com dignidade por estes rios. Mas nos propusemos a procurar e analisar alguns dos piores momentos da cobertura ora simplesmente machista, ora explicitamente punheteira do maior evento do futebol mundial:

“Time feminino elege os melhores e os piores uniformes da Copa”

time feminino camisas

Vamos começar pegando leve. Afinal, quem mais, se não um “time feminino”, poderia avaliar esteticamente as camisas das 32 seleções? Provavelmente, não há, entre os milhares de compradores homens de camisas de futebol, nenhum que seja capaz de emitir um simples “gostei” ou “não gostei”. Sarcasmo à parte, perceba a lógica implícita na escolha da pauta: até queremos mulheres aqui na nossa cobertura da Copa, mas elas entendem de moda, não de futebol.

“O que as mulheres precisam saber para não ficar boiando durante a Copa”

o que as mulheres deveriam saber

Como mulher não entende de futebol, é preciso que algum jornalista ou blogueiro prestimoso junte lá com crá para elas. Neste fabuloso caso, as dicas são escritas para as mulheres que ainda não entendem de futebol, mas serviriam perfeitamente para explicar o futebol para venusianos – caso venusianos chegassem à Terra e quisessem entender o futebol. “A Copa do Mundo é um torneio organizado pela Fifa”, por exemplo, é uma informação que, de fato, a imensa maioria das mulheres não deve alcançar e os venusianos, estes não sabem mesmo do que se trata.

Como venusianos podem não entender uma questão como esta: “Dá para colocar italianos em todas as equipes?”, analisemos o que faz um homem supor que mulheres precisam desta explicação. Como já visto, na opinião masculina (elevada à categoria de senso comum), mulheres não entendem de futebol. Mulheres vivem apenas para procurar o homem certo, que, claro, deve ser bonito. Toda mulher, portanto, acha que o que realmente importa no futebol é a beleza dos jogadores. A ponto de, inclusive, acreditar que, sim, o Cannavaro foi escolhido o melhor do mundo em 2006 porque é gato.

“Glenda, Fernanda e Cristiane: mulher entende de futebol”

jornalistas globo

“Ah, mas isso é uma contradição em relação ao que está dito logo acima!”

Sim e não. Vejamos: para compreendermos que Glenda, Fernanda e Cristiane entendem de futebol, precisamos antes saber que mulheres geralmente não entendem de futebol. Ou pelo menos, não entendem tanto de futebol como homens.

A matéria, em si, não traz uma nota que desabone o trabalho das jornalistas por serem mulheres. Mas quer ver como é verdade que o que está dito ali é que mulheres não entendem tanto de futebol como homens? Olha o tweet publicado pelo jornal para divulgar a matéria:

jornalistas globo - twitter

Se ainda estiver na dúvida, retorne à matéria anterior. Está lá na introdução: “Hoje, as coisas mudaram e muitas mulheres falam de futebol com muito mais propriedade que os marmanjos”. Porque, claro, a meta é sempre saber tanto de futebol quanto um homem.

“Conheça 32 musas de jogadores que estarão na Copa do Mundo 2014”

musas antecipadas

São tantas as referências a musas da Copa (digita lá no campo de busca do Oráculo da Internê e dá uma olhada nos resultados) que fica difícil escolher uma para comentar. Como este é um texto de caráter pedagógico, deixemos (um pouco) de lado os concursos e enquetes mundo afora para decidir a gostosa da vez e analisemos este exemplo bastante didático.

Primeiro, percebam a data de publicação: 22 de novembro de 2013. O que a data tem a ver com a Copa do Mundo? Nada. NADA. Não havia nada a ser noticiado. “O que vamos fazer?”, perguntam-se os machinhos da redação. “Vamos publicar uma galeria de gostosas!”

Entendam: o problema não é homens acharem mulheres bonitas. Dizem que faz parte do jogo homens e mulheres se avaliarem mutuamente (ou seja, esta é uma via de mão dupla), sendo a aparência um critério da avaliação. Porém, mulheres não são objetos. Não são um vaso que se pode colocar na estante para esconder um buraco aberto na parede. Ou na pauta do jornal, site ou revista. Que, aliás, ganham dinheiro vendendo notícia. E se a “gostosura” das mulheres é notícia, alguém está ganhando dinheiro com as mulheres. Sabe que mais ganha dinheiro vendendo mulheres? Isso mesmo: o cafetão.

Segundo, percebam o referente utilizado para designar as mulheres escolhidas pela matéria: “musas de jogadores”. O referente é a palavra ou expressão que usamos para nos referir a algo ou alguém. Esta escolha carrega, em si, a avaliação de quem fala sobre quem é falado. Então, quando as lindas mulheres que compõe o elenco do slideshow aí são referidas como “musas de jogadores”, temos que:

1. Elas não são atrizes, modelos, jornalistas, mãe, donas de casa, advogadas. Não são nem mulheres. São musas e musa é uma palavra cujo sentido de há muito perdeu sua relação com o mitológico para estabelecer relação com o erótico. Estas mulheres não inspiram obras de arte. Inspiram punhetas.

2. Elas são “musas de jogadores”. Elas pertencem a alguém. E o que já aprendemos no item anterior? Mulheres não são objetos, portanto, não pertencem a ninguém.

Para reforçar, percebam o uso do referente nesta outra galeria de fotos. Os 32 homens não deixam de ser o que são: jogadores.

“Repórteres modelos esbanjam beleza no centro de imprensa da Copa”

Fuente: Impedimento

La Garganta Poderosa: primera cobertura villera del Mundial #Brasil2014

“Disculpen las molestias estamos construyendo conocimiento”, así presentó La Garganta Poderosa la primera cobertura villera en la historia de los mundiales. La revista de cultura villera viajará a Brasil para cubrir el verdadero Mundial.

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Brasil 2014: ¿Por qué los medios deportivos nos tratan como idiotas? – Alberto Buitre

ALBERTO BUITRE – Conocí Brasil en el 2007. No es que haya estado en Brasil, no lo diría tan indiferentemente. Sino que supe de Brasil en 2007 porque –se crea o no debido a mi evidente abdomen gozador-, era yo practicante de Capoeira. Portaba mis cordas y vestía mi uniforme verdeamarelha, en tanto tocaba mi atabaque, tocaba mi berimbau, feliz, cantando ‘O toque é de Angola, Sao Bento pequeno…’ , para luego pasar la roda y dar mis mejores movimientos. Sí, sí , ¿que en qué momento pasé al descrédito? Bueno, supongo que me pasó lo que muchos capoeiristas en un país como México. Me absorbió la amarga contradicción entre capital y trabajo. Y que me perdone Sartré. Sé que no tengo excusas para no haberme librado de los aparatos de la burguesía, pero al tiempo que subía de peso y perdía agilidad, tuve más miedo de pellizcarme el nervio ciático que de las patadas de mi mestre Coelho (Ruego con todas mis rodillas al suelo que no se le asocie con Paulo Coehlo, lo pido, lo suplico).

Llevaba para entonces casi cinco años en el periodismo. Mis voraces hábitos de lectura venidos desde la prepa me obligaban a querer saber más de Brasil. Aprender sus geografías, sus culturas, sus lenguajes, más allá de mi roda. Me compré mi diccionario de portugués y coleccioné tanto pude de autores, músicos, artistas, historia política, movimientos sociales y contraculturales, su africanidad, y hasta de un tal Lula da Silva. Y nada me decepcionó. Ni aún Lula.. o sí…  independientemente de considerarlo un traidor de la clase obrera, carajo, es que se parece tanto a mi abuelo…

Bueno, no es eso el caso.

Lo es el Mundial de Brasil. Y no sabes qué frustración me causa mirar tanto tiempo de transmisión desperdiciado por los reporteros deportivos, hablando de los boggies, de los carnavales, o siguiendo la pista de la chica de Ipanema tras las nalgas de cualquiera en Copacabana… Tan cliché, tan insulsos, tan limitados. Y ni hablar de sus notas sobre la Capoeira: “Guau, increíble, qué ritmo, ¿puedo hacerlo? Qué cuerpos…”, sin ocurrírseles preguntar la forma en la cual ésta danza marcial ha canalizado la violencia contenida de miles de niños pobres amenazados por el narcotráfico en los barrios pobres de Brasil, las favelas. Qué significado tiene para una sociedad un ritmo afrodescendiente, antes esclavizada por los colonialistas, hoy esclavizada por los monopolios estadounidenses y que sigue en una lucha encarnizada contra el racismo.

Pero relajemos el discurso. Que no se me diga azotado.

Me gustaría ver a algún reportero o reportera logrando una crónica de la hermosa línea colonial de Salvador Bahía. Ir tras la pista de un futuro crack del fútbol que aún es un niño que trabaja como cargador en los mercados de Santos. Recorrer Sao Paulo acompañado de Gilberto Gil para conocer del movimiento tropicalista. Comer donde come la gente común, los obreros y las maestras, y entender qué hace brasileño a un brasileño ahí, donde están los brasileños. No en las azoteas de los hoteles de transmisión. Ahí para qué. Bajen al país y caminen sus calles. Pregunten por quién fue Oscar Niemeyer y por qué no sólo hizo edificios ¿Quién fue Chico Mendes? ¿Dónde está Lula, qué opina de las manifestaciones contra el Mundial y si considera que fracasó su modelo de país? ¿Qué dice Romario? ¿Es cierto que hay comunidades en el Amazonas que nunca han tenido contacto con la civilización (lo que sea que civilización signifique)? ¿Que los guaranís brasileños también juegan fútbol? La historia de la árbitra Fernanda Colombo y el machismo dentro del balompié nacional. Tomarse unas cachazas y pasear por las favelas de Río platicando con Nina Silva, la niña que a los seis años comenzó a escribir poesía en la favela de Jardin Catarihna porque así podía “cambiar su realidad”

Tantos periodistas en el mundial de Brasil y tan poco periodismo. Tanto tiempo pagado en televisión para sólo mostrar fútbol. Eso. Hay quienes no pueden ver fútbol más allá del fútbol. O peor aún, hay quienes no pueden ver fútbol dentro del fútbol. Si supieran que se puede decir tanto con un balón rodando…

Ya ni hablar de las protestas contra la Copa. ¿O es que hay algo que no nos quieren decir?